Olhos costurados ou cheios de poeira não conseguem ver. Olhos costurados percebem a presença de outro, porem, não conseguem vê-lo. Olhos costurados permanecem com uma imagem eterna de si devido a incapacidade de ver seu reflexo. Por tal falta de imagem atualizada desconhecem as mudanças e os castigos fisiológicos que o tempo traz. Permanecem estes presos no angelical que um dia foi, e camuflando a mecanicidade e a maldade diária incrustrada ao longo dos contatos.
Olhos cheios de poeira não conseguem ver pra si, e somente e, olham turvamente o outro. Em proximidade aos olhos costurados deturpam a imagem de si, no entanto, ainda tem uma espécie de imagem alheia. Por mais que tente demonstrar diante dele não adianta, não vai enxergar. Por mais que a imagem seja gritante em sua frente, não adiante, não irá se formar apenas realçará algo nada além de um borrão. Um borrão que nem próximo do original está. Um borrão que traz a mente uma mentira que neste ponto deve ser encarada já como uma verdade, pois , se é o que vê como pode ser cobrado diferente, ou seja, na verdade o que ve é uma mentira, mas na verdade a mentira pra si é uma verdade.

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