Sobre as novas diretrizes para o curso de jornalismo realizadas em Brasília no dia 18 de setembro deste ano posso ousar critica a determinadas instituições de ensino bem como alguns educadores.  “a tecnologia da banda larga aumentou ainda mais o poder da notícia…” colocado no texto como sendo a nova era do jornalismo, mas o que vejo na prática no meu reduto acadêmico? Empolgado e talvez um tanto idealista, plantei na cabeça dos colegas, logo no segundo período de meu curso, a criação de um blog comunitário. Éramos vinte e dois alunos espalhados por toda cidade. Tínhamos vinte e duas cabeças aptas a produzir e reproduzir ensinamentos e colhíamos. Bom, tudo não passo de idéias, a banda larga era um ótimo veículo de informação, no entanto, para Orkut e MSN, sobre a festa que o fulano foi com camisa vermelha, ou o novo adesivo que siclano colocou no seu carro tunado. Percebi que era uma utopia neste inicio, então adiamos um pouco crendo que futuramente iríamos consumir este jornalismo, e tomar uma vacina que corresse as veias. Num café com dois colegas lá no buteco da Marli, ouvi uma revelação muito promissora sobre os ideais e objetivos da conclusão do curso. O colega jogou a seguinte afirmação, “ estou aqui só para pegar o diploma, que se dane o jornalismo, quero é prestar concurso”. Pensei que estava errado, pensei que talvez no meu grau de idade já não tão compatível de fato deveria renovar-se. Passa mais um período e sai a boa notícia do STF. Agora, de fato, só restaria o concurso nível superior e olhe lá. Talvez devesse mudar para aqueles cursinhos do SENAC de culinária ou algo assim, pois segundo declarações de tal de Mendes, até cozinheiro poderia exercer minha profissão, mas eu não poderia exercer a dele, hilário, não é.

Depois o texto ainda aborda sobre comunicação social, “ a comunicação social não é uma profissão em nenhum país do mundo, mas sim um campo que reúne várias diferentes profissões”… percebi o que já havia sentido já bem precoce na área, a vastidão do curso que faço. Ao mesmo tempo em que resiste a paixão pelo jornalismo, que creio e almejo não ser o único existe uma palavra muito mais  importante que vem depois de comunicação, o social. Apenas neste ponto que reside talvez a critica a associação de jornalismo a comunicação social, ou ainda, comunicação social habilitando o acadêmico em jornalismo. Talvez a proposta futura seja apenas curso de jornalismo, não sei, pelo menos isso fora o que entendi. Mas será que passando sobre o social que mencionei anteriormente teríamos um aperfeiçoar do jornalismo ou simplesmente reproduziríamos o que é visto na nova geração. No  formato de jornalismo de plágio, de embromação e tentativa inicial de ludibriar o professor sendo assim um costume  que é levado futuramente para a profissão. A nova geração buscando problematizar na questão ética, pouco está para o coletivo. Temos uma safra que fala em coletivo, vende a imagem de coletivo, mas internamente é tão quanto inspirada e corrompida por um pensamento individualista e capitalista ao mesmo tempo. Você tem que ter, seus amigos  serão presente se você tiveres. O que num passado de adolescência servia para que junto de meu grupo fosse tema de critica, quando nos reuníamos num porão para “dizer” sou punk, hoje é a coisa mais natural. Ninguém mais se envergonha em dizer que mentiu, fez prática de plágio, ou nem esta ai para leitura de tal e tal pensador. Mas importa se conseguiu comprar aquele tênis de 400 mangos, o resto, “pucha um resumo na net , mude umas palavras e reproduz”.

No sexto item que diz respeito a organização do curso, creio que aqui, jamais entrará em vigor. No Tocantins temos uma mídia de releases como uma colcha de retalhos. O que sobra é apenas fato em si, “caiu um poste, chuva que chega e coisa e tal”. Promover um espaço acadêmico seria um tanto ousado por parte do veiculo comercial que come na mão do estado. Mas poderia talvez abrir espaço para matérias culturais de acadêmicos, criando assim, além do macarrão dentro do impresso , um caderno intitulado “acadêmico” . Mas esta seria mais uma utopia e ser utópico não é desta geração. Ou ainda na mídia televisiva porque não colocar reportagens criadas por alunos nas mais diversas área.  Ao contrario de a boca do povo, a voz do estudante.

Continua, agora, vou para meu curso…volto mais tarde.

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